quarta-feira, 12 de julho de 2017

Ao Cair da Noite



O silêncio é uma forma que cineastas usam para prender a atenção dos telespectadores (geralmente em histórias de terror e suspense) e para contornar baixos orçamentos. Ao Cair da Noite tenta usar este artifício para as duas finalidades. Só que neste caso, os poucos sons do filme só serviram para impossibilitar que eu não comesse meu amendoim para não atrapalhar a concentração de ninguém no cinema. Sim, eu também li críticas boas sobre o filme e achei que seria uma boa pedida, mas a lição que fica é: não adianta criar um clima se o roteiro não colabora.


Em algum futuro não muito distante, aparentemente uma doença extremamente contagiosa e mortal atingiu esse planetinha azul. Somos apresentados a esta dura realidade quando a família formada por Paul (Joel Edgerton), sua mulher Sarah e o filho Travis são obrigados a matar, queimar e enterrar o vovô Bud.


Vivendo isolados no meio do mato, com regras bem restritas de segurança, a família tem sua rotina alterada quando um desconhecido tenta invadir sua casa durante a noite. Paul acaba descobrindo que o meliante, de nome Will, só estava tentando achar água para os seus parentes e os dois chegam a um acordo para viverem todos juntinhos sob o mesmo teto. Se morar com pessoas conhecidas já é algo difícil, imagina com desconhecidos num ambiente apocalíptico...  


 A minha sorte é que os momentos mais “tensos” do filme são previsíveis e assim consegui comer alguns amendoins. Se eu tivesse a lembrança de passar fome, minha nota teria sido pior ainda. De qualquer forma, foi uma boa escolha para uma quinta-feira pós trabalho.   


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