domingo, 17 de novembro de 2019

Bacurau


Queridos leitores, desculpe por demorar tanto para escrever mas preciso desabafar e confessar algumas coisas. Estou sendo julgado. Escuto cochichos, sinto olhares incriminadores e grupos de whatsapp estão sendo criados sem a minha presença (que bom!). Tudo isso é reflexo da minha opinião sincera sobre Bacurau.

Como não gosto de enrolar, já aviso que não achei fantástico o filme. Se quiser abandonar a leitura, fique à vontade. Caso contrário, siga nas próximas linhas para saber a minha humilde opinião... Ainda aí? Obrigado. Vou falar um pouco sobre a história de uma forma bem neutra e depois faço uma análise mais estruturada de um parágrafo. Afinal, ninguém mais tem tempo para ler tanta coisa. Seguimos, meus amigos.

A pequena cidade do nordeste brasileiro, Bacurau, sofre com a falta de água e com a morte de uma de suas habitantes mais ilustres, Dona Carmelita. Para o seu velório, familiares e conhecidos prestam homenagens, derramam lágrimas e fazem outras coisitas a mais.


Cada cidadão do pacato lugar é um personagem singular. Caricato e bem brasileiros – você consegue reconhecer vários do mundo real -  cada um tem sua participação bem notada na telona. Porém, a vida deles começa a se alterar quando recebem a visita de pessoas da cidade grande.

Esse fato desencadeia uma série de acontecimentos bizarros e violentos. Violência, que acaba virando banalidade a cada segundo que o desenrolar da trama acontece e todos os seus porquês absurdos são revelados.  


Quando eu falei acima dos personagens, estava falando sério. Todos dão o seu charme ao filme e mostram que nenhum é simplesmente a árvore na peça do teatro. Agora, o que me fez não gostar muito do foi a sensação que eu tive após o final. Foi a mesma coisa que eu senti ao ver O Albergue (somente o primeiro) ou a Viagem Maldita (remake). Sim. Por detrás de toda essa caracterização e cuidados com os personagens se esconde um tremendo roteiro de filme b de terror. Desculpe, mas eu fui criado vendo todos esses filmes ruins na minha infância e adolescência. Reconheço de longe. Por sinal, esse blog foi criado para falar sobre esses filmes. Bem-vindo Bacurau.       

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